segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Republika Hrvatska (Croácia)

Alguns de vocês poderão questionar-se acera do destino escolhido. Quem já lá já foi compreenderá porque fui empolgada e regressei fascinada.
Apaixonei-me pelo povo acolhedor, pela simplicidade do país e pelas paisagens paradisíacas. O país não é muito diferente do nosso. Apresenta algumas características similares ao “meu” Algarve. Talvez por isso tenha apreciado tanto e me tenha feito sentir “em casa”.

Banhado pelo mar Adriático e fazendo fronteira marítima com a Itália, sofre influências do mediterrâneo relativamente à gastronomia pelo que os grelhados, saladas, marisco e o azeite abundam.
O litoral encontra-se cheio de recortes: com mais de 1000 ilhas, a sua paisagem assemelha-se à da costa grega.
Clima mediterrânico, pessoas hospitaleiras e bonitas, águas cristalinas e preços muito jeitosos são algumas das características desta pérola ainda pouco conhecida pelos viajantes.
O país que se libertou da guerra há relativamente pouco tempo apresenta algumas cidades consideradas património da UNESCO dignas de serem visitadas, assim como inúmeros parques naturais. Foi com base nos encantos deste Pais que as manas delinearam o percurso da viagem.


A chegada ao aeroporto de Zadar na noite de 27 de Julho pouco revelou do que iríamos encontrar de tão maravilhoso na Croácia. De malas arrumadas no porta-bagagem de um Chevrolet prateado e uma chuva miudinha a pingar sobre o vidro, lá estavam nós rumo ao desconhecido, circulando numa estrada estreita e pouco iluminada. Os 10 minutos referidos pela jovem empregada do café do aeroporto pareciam ter triplicado. As placas informativas à entrada da cidade de Zadar indicavam as direcções a tomar. A opção mais segura era conduzir até ao Centar (centro). Inconscientemente, seguir a placa Centar em qualquer cidade, tornou-se a regra nº 1!
Na bomba de gasolina um croata que nos ajudou a pôr gasolina e quem recebeu as primeiras Kunas gastas, indicou-nos o caminho a seguir para Sukosan, onde estaria o nosso local de dormida. A luz nocturna apenas nos permitia ver junto da estrada as placas a indicar Sobes (quartos), umas seguidas às outras. Eram todas vivendas/apartamentos de 2 e 3 andares, destinados ao aluguer de quartos com WC privados. Práticos e económicos, dispensam o check-in e check-out formal.
Após instaladas nos apartamentos Emanuela, decidimos jantar no Konoba ali próximo, já que um dos empregados tinha sido exemplar ao ligar para o aparthotel e ajudar-nos com a procura do mesmo. Ficamos perplexas com os preços do restaurante. Quando vimos que uma pizza de forno de lenha gigante não era mais que 4 euros decidimos que haveríamos de enjoar pizza naquela viagem!

No dia 28 Julho, após deixarmos a chave do apartamento na porta, fomos visitar o Centar de Zadar.







Ouvimos o som das ondas no Órgão do Mar e descobrimos que as culturas de Lavanda abundam no país. O seu agradável aroma circula pelas ruas históricas. Os saquinhos de Lavada para perfumar a roupa são souvenirs obrigatórios! Escusado será dizer que me tornei fã desta planta.

Após 145 km a norte de Zadar e a tentar encontrar alguma saúde mental através de música cantada em Inglês, chegámos à zona dos Lagos Plitvice. As senhoras com as bancas nas bermas da estrada a venderem produtos nacionais animaram o nosso caminho.




Em Rastovaka, no interior das montanhas do Parque Nacional, estava o sobe da vivenda nº 29 à nossa espera.

A tarde foi preenchida com um passeio pedestre de 5 horas, numa das jóias naturais da croácia, considerada Património da UNESCO. Trata-se de um parque Nacional que se estende por 20000 hectares de bosques, lagos e cascatas.














O silêncio e a tranquilidade da serra anteciparam a noite e às 21h já estávamos enroladas na cama de “pança” cheia.

Eis uma mista grelhada para duas pessoas que podia alimentar um batalhão!

As 8h do dia seguinte já estávamos sobre 4 rodas em direcção a Trogir. Apesar de parecer cedo, o leitão já estava no espeto a assar…


Após 228 km de auto-estrada e uma série de curvas a descer a par com a costa chegámos a Trogir, coberta por uma neblina. É uma cidade-museu considerada património mundial pela UNESCO.


Durante a manhã visitámos as ruas medievais, o mercado, os palácios e fortalezas cercados por muralhas.

Após o suposto almoço em Trogir (que não aconteceu porque 5eur por uma pizza era caro!) percorremos mais 28 km até chegar à segunda maior cidade do País, Split.
Em Split apenas aconselho a visita ao Centar. Aqui, muitos dos edifícios históricos são constituídos por paredes do Palácio Diocleciano, sendo este o coração da cidade.


Aconselho ainda a visita à catedral, um passeio junto ao porto marítimo (uma calçada repleta de bares nocturnos) e uma festa no pé da estátua Gregory of Nin (Bispo medieval croata) para dar sorte.


No dia 30 de Julho às 9h estávamos a sair da Ghesthouse Vrilic, após uma dormida de uma noite, quando a senhoria grita da janela do quarto de um 1º andar pelo nome da minha irmã com as minhas cuecas pretas na mão. Não fui muito esperta quando, de braços no ar, disse que as cuecas eram minhas!

Split é a porta de entrada para explorar as ilhas do mar Adriático. Principalmente para a ilha mais famosa e mais paradisíaca: Hvar. Rodeada por água azul esverdeada, é considerada uma das 10 ilhas mais bonitas do mundo.


A viagem de barco de Split até à cidade de Hvar demora uma hora mas os bilhetes esgotam num instante pelo que tivémos de apanhar o Catamarã até Stari Grad que demora duas horas (neste é possivel levar o carro), e posteriormente o autocarro que em cerca de 30 min chega a Hvar.

Por entre as ruas da cidade de Hvar...

Foi na cidade de Hvar, com o mesmo nome da ilha que permanecemos duas noites e festejámos o aniversário da minha mana.


Em praias onde o areal não existe como é possivel isto?!



E foi pouco, ou soube a pouco porque tem tanto para oferecer… os dias na praia a relaxar numa espreguiçadeira, um passeio de barco até às ilhas mais próximas, um mergulho nas águas cristalinas, um passeio de bicicleta a acompanhar um pôr-do-sol inesquecível, um sunset no bar Hulahula, um cocktail num Carpe Diem, uma dança para descarregar energias no Adriana Bar… É um verdadeiro paraíso…






Hvar is something really special.

Dias felizes e noites vibrantes.

How can it be explained?!



An experience you mustn´t miss!!

No dia 1 de Agosto seguimos sempre para sul, ao longo da costa. Como esta região da Croácia é montanhosa, as curvas surgem encadeadas umas nas outras. São cerca de 290 km até chegar a Dubrovenik mas uns 9 km fazem parte da Bósnia, região de Neum.


Devido à estrada curvilínea e ao excessivo trânsito estes quilómetros foram feitos em 4horas debaixo de um sol a ferver mas com uma vista fenomenal sobre o mar e as suas ilhas!

O local escolhido para passar a noite foi num modesto apartamento em Zaton (cerca de 10 km a caminho de Dubrovenik) com a praia a dois passos da porta.
Durante a tarde visitámos Dubrovenik. Uma cidade costeira localizada no extremo sul da Dalmácia, na ponta do istmo do mesmo nome. Pela sua beleza natural e urbanística e pelo que representa para a história, Dubrovnik é conhecida como "a pérola do Adriático" e "Atenas eslava". Desde 1979 que as muralhas que rodeiam a cidade estão classificadas como Património Mundial pela UNESCO.











Sendo mais uma cidade rodeada por mar e, consequentemente, por ilhas é obrigatório um passeio pelas mesmas. Um croata muito elegante e sensual levou-nos num prazeroso passeio de barco (de 8h) às três mais belas ilhas do arquipélago Elaphite - Kolocep, Sipan e Lopud. Este passeio permite obter uma vista panorâmica sobre a cidade de Dubrovenik, apreciar a vegetação subtropical e mergulhar nas praias das ilhas!


A ilha Kolocep é a mais próximada cidade de Dubrovnik,o mar que domina todo o horizonte é perfeito para uns dias tranquilos em contacto com a Natureza.




Foi nesta ilha que fizemos a pausa para almoçar. O almoço foi servido no barco (já estava icluido no preço do cruzeiro).
As ilhas são muito semelhantes mas a Sipan é a maior e aparentemente a mais turistica. A praia à qual decidimos mergulhar era de areia preta mas a paisagem em redor fantástica e o mar muito apetecível. Debaixo do sol o caminho a pé não foi fácil, dai muitas pessoas optarem pelo transfer...





Tudo bem que são turistas e é possivel "quase" tudo neste papel mas andar assim...


A nossa fabulosa viagem terminou com uma manhã relaxante na “nossa” praia em Zaton.



As ilhas perfumadas, a transparência inigualável das águas, a arquitectura medieval dos povoados são algumas das maravilhas com que a natureza brindou este país…

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Feliz dia do Amigo!

"Somos todos viajantes pelas agruras do mundo, e o melhor que podemos achar em nossas viagens é um amigo honesto."

Robert Louis Stevenson

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Próxima viagem à vista!


Dentro de 13 dias estarei algures aqui...




e aqui...



e aqui...



e aqui ...


...

quarta-feira, 6 de julho de 2011

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Salzburgo: Cidade de Mozart

Abril, 2011

A viagem a Salzburgo surgiu do acaso. O objectivo era ir e bem acompanhado, para um sítio acessível às 9 carteiras!
Hoje posso dizer que Salzburgo é uma opção para quem deseja férias mas não tem uma conta recheada. Apesar do elevado nível de vida, é possível obter locais acessíveis para dormir.
É uma cidade relativamente pequena tornando fácil percorrê-la a pé em 3 dias. No entanto, os arredores são muito aliciantes e para quem quer conhecer a região necessita de mais dinheiro, mas vale a pena!
Aconselho ir no Inverno para aproveitar os desportos de Inverno ou então durante o Verão para poder assistir ao festival de música, apreciar os lagos e a paisagem envolvente que transforma a zona num autêntico paraíso. A sua oferta é tão numerosa que agrada a todos.
Deixe-se levar ao som de Mozart, passe pelos cenários do musical Sound of Music, caminhe junto ao rio, admire a cidade encravada por bosques e montanhas…
Em Salzburgo respira-se música e natureza!
Rodeada pelos Alpes Austríacos, perto da fronteira Alemã e situada às margens do rio Salzach encontra-se a terra natal do famoso compositor Wolfgang Amadeus Mozart que se transformou num cenário de um dos musicais mais populares de todos os tempos, Sound of Music.
O nome Salzburg (“Castelo de Sal”) vem dos navios de sal que passavam pelo rio Salzach no século XVIII. Salzburgo resistiu aos arranha-céus e centros comerciais. Uma cidade tranquila e acolhedora convida os casais apaixonados a usufruírem de uns dias encantados na “Roma Germância”, por entre palácios e castelos, passeios de charrete e jardins

Obviamente que a figura de Mozart é uma das atracções primordiais, mas não a única, já que, além do célebre centro histórico barroco, a cidade ostenta os igualmente bem conservados bairros judeu e medieval, além da grande fortaleza. A oferta cultural, por seu lado, não fica atrás do espólio monumental, sendo o Festival de Salzburgo – Festspielhaus - (que este ano se realiza entre 23 de Julho e 31 de Agosto) o mais aguardado de todos os eventos.
Acompanhada por um magnífico grupo de amigos percorremos a pé as ruas históricas que são Património da Humanidade da UNESCO e visitámos os locais obrigatórios (O centro de informação turística situa-se na praça Mozartplatz).
A Catedral é incontestavelmente o centro da Cidade Velha. É a mais antiga das Igrejas construídas em estilo italiano ao norte dos Alpes. Edifício barroco levantado para testemunhar a grandiosidade e independência do bispado de Salzburgo. Guarda, entre várias relíquias, a pia na qual Wolfgang Amadeus Mozart foi baptizado, e um órgão majestoso, construído em 1888, ainda hoje utilizado nos serviços religiosos.


A Residência dos Arcebispos situa-se ao lado das arcadas da Catedral. A praça da Residência proporciona à cidade o aspecto de uma nobre cidade principesca. Por entre as ruas e as praças os artistas de rua animam os turistas com as suas habilidades e música ao vivo.






A Abadia de São Pedro pertence à ordem dos Beneditinos, o mais antigo convento existente no âmbito de fala alemã. Mozart estreou aqui a sua Missa em Dó Menor e em sua honra, na noite anterior ao aniversário da sua morte, se toca o Réquiem.
A Igreja dos Franciscanos, na rua Frankiskanergasse é um dos edifícios mais antigos da Cidade Festival.
Hagenauer Haus no nº 9 da rua Getreidegasse é a casa onde nasceu em 1756, o mais famoso filho da cidade de Salzburgo. Reúne uma coleção valiosa de objetos ligados ao músico e seus familiares. A residência que pertenceu à família Mozart por alguns anos foi construída ainda no século XVII e no início do século XVIII na praça Makarplatz. Nesta casa, o jovem Mozart compôs algumas de suas obras mais importantes. Após a morte da mãe e a mudança da família, o pai de Mozart, Leopold, morou alguns anos sozinho na residência. O local teve vários proprietários ao longo dos anos, abrigou escritórios e chegou a ter parte de sua estrutura destruída na Segunda Guerra Mundial. Hoje a casa está aberta a visitação durante o ano todo, com excepção da Semana Mozart, quando são realizados concertos no local.



A rua Getreidegasse é o centro histórico comercial e mais movimentado da cidade. Durante séculos esta rua serviu de palco para as histórias quotidianas dos habitantes que aqui viviam e trabalhavam. O charme desta rua principal não passa despercebido. Repleta de casas com os seus pátios interiores e lojas identificadas por emblemas de ferro colocados sobre a entrada principal.




A Fortaleza Hohensalzburg encontra-se numa zona privilegiada. Com os seus detalhes marcantes é um cobiçado motivo de fotografia, o seu fundo repousa sereno sobre o cinturão em torno da cidade. Para subir à fortaleza há que apanhar o funicular ou caminhar costa acima. No interior podem-se admirar as habitações principais, decoradas com inumeráveis objectos de arte medieval. De cima obtém-se uma vista fenomenal sobre toda a cidade velha, o rio e, do outro lado, os Alpes ainda com neve.




Achámos que a fatigante subida à fortaleza a pé era “canja”, então decidimos no mesmo dia subir até ao topo a colina montanhosa de Kapuzinerberg. A subida pela floresta não foi fácil, principalmente quando se vai preparado para temperaturas inferiores a 9º C e estão na realidade superiores a 20ºC. No entanto o resultado é compensatório: um delicioso passeio no pulmão verde da cidade com uma fenomenal vista panorâmica sobre toda a cidade.





O Mosteiro beneditino de Nonnmberg é o mais antigo convento para freiras no Norte dos Alpes. A maior atracção turística da “Cidade Nova” é o jardim barroco de Mirabell. O jardim em estilo barroco italiano é muito bonito durante a Primavera e o Verão, pois as formosas cores das flores que aí se colocam conquistam corações. No interior do Palácio Mirabell podem-se visitar algumas salas; a sumptuosa escadaria principal; e o Salão de Mármore, onde se oficializam casamentos.





Nos arredores de Salzburgo pode-se visitar um dos mais preciosos tesouros culturais da Áustria - o Palácio de Hellbrunn. Da cidade antiga até Hellbrunn são 5 km que podem ser feitos num passeio panorâmico de barco pelo rio Salzach. A atracção principal deste palácio de lazer ao estilo italiano são as Fontes e os Jogos de Água.







Viajar também é provar! Os chocolates estampados com o busto de Mozart já são conhecidos. De todas as “iguarias” lembro-me de umas salsichas recheadas intragáveis, de uma salada de batata envinagrada, de um pão de erva-doce e outro de sal e de uma Senhora caneca de cerveja austríaca que me ajudou a deglutir isto tudo!
São várias as ofertas de excursões pelos arredores de Salzburgo. Nós optamos por visitar as zonas dos Lagos e montanhas, Alpes da Baviera e as Minas de Sal. Fizemo-lo através do Panorama Tours mas se pudesse teria feito de outra forma. As excursões foram curtas, com pouco tempo de paragem e dispendiosas. Com um pouco mais de tempo e dinheiro a melhor opção seria alugar uma carrinha, pegar num mapa do país e percorrer por nós próprios a encantadora região de Salzkammergut caracterizada lagos de águas cristalinas, rochas íngremes e colinas verdes; a maior caverna de gelo do mundo em Pongau e a Quebrada de Liechtenstein em St. Johann e as cascatas de Krimmler no Parque Nacional de Hohe Tauern.



sexta-feira, 10 de junho de 2011

Rumo ao desconhecido... transformando momentos simples em instantes inesquecíveis!